Para que não haja dúvidas
Artigo 37º, leia-o lá se faz favor.
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
domingo, 1 de Novembro de 2009
Atenção ao IRS de 2009
IRS 2009 - Atenção à actualização da relação dos seus dependentes!
Actualize a sua lista de dependentes na DECLARAÇÃO ANUAL DE RENDIMENTOS - IRS (Por definição, são seus dependentes, todos aqueles que você é OBRIGADO, POR LEI, A SUSTENTAR)
Assim, são SEUS DEPENDENTES:
- Pretos;
- Ciganos;
- Vagabundos;
- Presidência da República e assessores;
- Governo e assessores (até mesmo os familiares nomeados por clientelismo político);
- Câmara Municipal e assessores (idem);
- Águas de ... (consumos mínimos e estimado);
- EDP (consumos mínimos e consumo estimado);
- TELECOM; VODAPHONE; OPTIMUS; etc.
- Gás de Portugal (consumos mínimos e estimado);
- Beneficiárias da taxa de saneamento básico (recolha de lixo, etc);
- Centros de inspecção de veículos;
- Companhias seguradoras (seguro automóvel obrigatório);
- BRISA - Portagens;
- Concessionárias de parques e estacionamento automóvel;
- Concessionárias de terminais aeroportuárias e rodoviários;
- Instituições financeiras - Taxas de administração e manutenção de contas correntes, renovação anual de cartões, requisição de cheque etc.;
- Mais de 250 deputados da Assembleia da República, com os respectivos ESQUEMAS de apoio.
- BCP, BPN, BPP e demais esquemas de enriquecimento fácil de administradores e gestores cleptomaníacos a que o estado entrega os impostos que pago, para evitar o alarme social e financeiro e, agora, também, a BES, BPI, ..., CGD...
... Para o ano é provável que tenha ainda MAIS!!!segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
A melhor resposta a Maitêzinha (recebido por mail)
Acabei de ver o teu vídeo a pedir desculpa aqui à malta de Portugal!!
Tudo jóia miúda.. já vi que és uma garota "légál" e brincalhona, por isso, sei que não levas a mal se te tratar por tu...já somos amigos!!
Sabes que há uns anos atrás, quando te vi pela primeira vez, soube logo que tu tinhas dois avôs portugueses!! Essa tua beleza tinha de vir de algum lado né?
Neste momento sinto-me envergonhado de nós (Portugueses) termos ficado tão ofendidos com aquele documentario! Afinal de contas, o pessoal brazuca é show de bola... é sempre em festa!! Qual é o problema de um grupo de brasileiras brincarem e gozarem com "gajos" como o Camões e o Vasco da Gama, escarrar para um lago de um Mosteiro que é património mundial, deitar a baixo uma pessoa que não sabia resolver um problema no computador, que pelo que entendi, tu também não sabias resolver... qual é o stress?? Na boa, tudo "légál", show de bola garota...
Sabes o que me lembrei???
Até era giro a malta combinar, tu falares com esse teu amigo camera man e fazemos o seguinte: Eu levo daqui o Rui de Carvalho (um conceituado actor aqui de Portugal) aí ao Brasil e a malta faz um filme caseiro com este guião:
1º Filmamos o Rui a mijar para os pés do Cristo Redentor e a fazer um V de Vitória como que a afirmar: "estou-te a mijar para os pés e tu não podes fechar os braços para me impedir... estás a ver quem manda ó 7º maravilha do mundo??"
2º Outra imagem era o Rui num restaurante a fazer o seguinte pedido: "Oh garçon, arranja-me aí uma dose de Presidente recheado com arroz de coentros (caso não tenhas entendido ele iria pedir Lulas recheadas)..."
3º Também era "légál", o Rui gozar um bocado com a vossa história, mas infelizmente, não vai dar porque não é fácil encontrá-la... Espera lá! Já sei... arranjamos um barco e o Rui veste-se de conquistador Português a desembarcar no posto 9 em ipanema gritando o seguinte: "quem sois vós minhas popozudas de fio dental?? e vós seus boiólas de sunga?? Que estaides a fazer assim vestidos na terra que eu descobri??? ide-vos vestir e de seguida ide trabalhar para os campos a apanhar cana de açúcar que é para isso que vocês servem!! (esta é show, não é Maitê??)
4º Para acabar, o Rui faz um discurso à frente da estátua do Pélé a dizer: "sabem para que é que este preto era bom?? para limpar os escarros que os vigaristas dos brazucas mandam para os lagos dos nossos mosteiros lá em Portugal!"
Você curtiu a ideia Maitê??? Pensei que seria falta de respeito e de educação fazer uma coisa deste género de um país que não é o meu, mas afinal, é uma coisa normal como tu dizes... é brincadeira… isto há brincadeiras do carago (como se diz no norte cá da terra)!
Ah é verdade... muito importante...Depois vendemos isto à rede Globo e eles transmitem isto em horário nobre... Aposto que o Brasil vai ficar inundado em lágrimas de tanto rir!! Afinal de contas como tu disseste, o povo brasileiro, é muito brincalhão! De certeza que vai aceitar que um "manélzinho" vá aí à tua terra gozar com a tua pátria!!
Um beijo pá..
E aparece mais vezes cá em Portugal. Tenho uma brincadeira que adorava fazer contigo, mas que não te conto agora... pronto está bem, eu conto... era esfregar 3 pasteis de nata (aqueles que tu comeste) na tua cara!! Deve ser mesmo o teu género de brincadeira... afinal de contas tu és tão bem humorada! É verdade, traz as tuas amigas do programas porque há pasteis para todas!!
Beijos pá
Frederico
Nota: Usei o nome de Rui de Carvalho sem qualquer desrespeito à sua pessoa, antes pelo contrário, é um símbolo do nosso país daí ser a pessoa exacta para ironizar esta situação.
domingo, 25 de Outubro de 2009
E é com convicção...
...depois de ver este vídeo protagonizado numa universidade do Quebec no Canadá em que os alunos caloiros foram as vedetas de uma praxe extremamente criativa e não mais uma imbecilidade cretina como as que proliferam pelo país.
Vale a pena ver: http://tsf.sapo.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1396060
quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
Só porque alguém acha que me falou em bandolim
ou pelo menos deveria saber se os madeirenses deixassem de ligar à merda pimbalhosa que caracteriza o comum cidadão ilhéu.
Encontrei no Youtube um verdadeiro tesourinho.
O concerto para violino de Tchaikovsky, conhecido mundialmente pela sua escrita virtuosa numa transcrição fabulosa para bandolim cuja interpretação está melhor que muito violinista por aí que acha que ao cagar duas notas seguidas, é o melhor do mundo.
Deixo-vos com este regalo:
quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
Vandalismo repete-se no cais da R. Brava
| "Alguns sacos de lixo que haviam sido trazidos, via marítima, na noite de domingo do Calhau da Lapa, em Campanário, até ao cais da Ribeira Brava, onde ontem de manhã deveriam ser recolhidos pelos serviços de salubridade da autarquia local para serem enviados para o destino final, acabaram por ser atirados ao mar durante a madrugada. Um acto de vandalismo que se repete nesta infra-estrutura marítima, que teve também reflexos noutros equipamentos ali existentes, nomeadamente no guindaste de apoio às embarcações, que também foi alvo da atitude de falta de civismo do(s) prevaricador(es). O lixo provinha da zona balnear do Campanário. Por ficar afastada da estrada e só acessível por uma vereda íngreme, tem sido prática desde a requalificação desta zona, em 2004, enviar de barco o lixo que ali é produzido para o cais da Ribeira Brava, onde depois é recolhido pela Câmara e reencaminhado para o seu tratamento final. Um ritual que repetiu-se este domingo ao final do dia, até que o seu conteúdo foi despejado no mar antes do amanhecer, num acto de puro vandalismo. Daí que o mar no interior da bacia do porto da Ribeira Brava ontem tivesse 'acordado' com muitos resíduos sólidos a boiar, consequência dos actos praticados a coberto da calada e do escuro da noite. Alertada para o 'mau cartaz', a Câmara diligenciou a recolha dos detritos que se encontravam à tona de água, pese embora a influência das marés tivesse disperso alguns destes resíduos, razão pela qual durante a tarde ainda eram bem visíveis sobre a água vestígios do lixo que fora deliberadamente atirado para o mar. Esta não de resto a primeira vez que actos de vandalismo ocorrem na zona do cais da Ribeira Brava, muito por culpa da falta de vigilância, particularmente à noite." Eu pergunto, quando é que começam a limpar a ilha destes marginais?? Dêem-lhes o destino que quiserem, até a morte pois não deverão fazer falta a ninguém, mas impeçam-nos de gastar oxigénio porque não o merecem. |
terça-feira, 20 de Outubro de 2009
As bandas filarmónicas na Madeira
Armando Santos, presidente da ABFRAM - Há filarmónicas que praticam "concorrência desleal" |
| O responsável diz que o Encontro de Bandas deve ser antes, e não após o Verão |
| "Há bandas que fazem o arraial por menos de metade do que outra banda faz". |
| Data: 20-10-2009 |
| No entender do presidente da Associação de Bandas Filarmónicas da Madeira (ABFRAM), alterar a data da realização do Encontro Regional de Bandas Filarmónicas da Madeira para antes, e não após o Verão, seria uma mudança que só traria benefícios. Armando Santos vê também com bons olhos que este autêntico festival de música possa deixar de ter realização permanente na Ribeira Brava, para passar a ocorrer em sistema rotatividade por outros concelhos da ilha. Sobre o futuro destas bandas 'tradicionais', o representante da classe denuncia a existência de concorrência desleal de algumas bandas e defende a necessidade de ser adoptada uma nova estratégia, que passe essencialmente pela simbiose da música filarmónica com outras artes. À margem do XXVI Encontro de Bandas Filarmónicas, realizado domingo na Ribeira Brava, o DIÁRIO entrevistou o músico e também presidente da ABFRAM, Armando Santos. DN: Que importância atribui a estes encontros anuais? Armando Santos (AS): "É sempre importante quando as bandas se juntam para fazer música. É dos poucos momentos em que os músicos vêm ouvir músicos. Embora a maior parte das bandas faça concertos durante o ano, quando vamos ver as plateias, são maioritariamente compostas por familiares e simpatizantes. Pelo menos, neste dia, também os músicos e maestros têm oportunidade de ver e ouvir o que as outras bandas estão a fazer". DN: Que futuro para as bandas filarmónicas? AS: "A média de idade das bandas anda à volta dos 20 a 25 anos, pelo que as bandas têm conseguido e tem tido a capacidade de se renovar na classe jovem, se bem que hoje em dia os jovens já tem outro tipo de ofertas, desde a televisão à Internet, entre outros. Portanto, as bandas têm de partir para outras estratégias, como criar desde cedo os grupos de música de câmara e pôr os jovens a tocarem desde início. Antigamente vínhamos para a banda, onde havia um tempo onde só aprendíamos a ler e só depois é que tocávamos. Hoje em dia, começa-se a tocar e só depois a ler. E tem de ser assim. Começar a tocar logo de início, senão os jovens começam a se desinteressar. Daí que o futuro seja um pouco incerto, embora hoje em dia as bandas já sejam olhadas de forma diferente. Antigamente, as bandas eram um grupo de músicos que iam sobretudo animar os arraiais. Actualmente, as bandas já têm uma qualidade muito aceitável, um pouco também por causa da oferta formativa que tem, como seja o Conservatório da Madeira , o Gabinete Coordenador de Educação Artística e até as escolas de música. Tal proporcionou que as bandas já tenham músicos formados e até licenciados a tocar. Portanto, a exigência dos próprios músicos já é outra, que não somente tocar qualquer coisa que sirva para animar. E tanto assim é que já temos muito repertório feito exclusivamente para banda, o que dá outro interesse aos músicos, mas também dá outra importância à parte artística. E o futuro das bandas também passa por aí. Não só pelo nível de repertório e de qualidade, mas também pela simbiose com outras artes". DN: Que artes? AS: "Já há bandas a fazerem concertos conjuntamente com a dança, com grupos de rock, entre outros. Daí que as bandas que queiram se manter em alta e continuar a terem públicos para ouvir os seus concertos tem de começar a fazer a simbiose entre as várias artes, senão vai começar a haver um cansaço entre o público e a banda, e é cada vez mais importante que a banda comece a interagir com o seu público. Não é somente a banda em cima do palco e o público na plateia, senão vai ser mais do mesmo e as pessoas vão acabar por se fartar e ir para outros sítios. Penso que o futuro também passa um pouco por aí". DN: Além do prazer de tocar, compensa ser músico de uma filarmónica? AS: "Compensar não compensa. No entanto, isto tem duas vertentes. Primeiro, está a vertente social, e essa compensa, porque as bandas são uma escola de vida. Aprendemos um pouco de tudo e criamos amizades e camaradagens que muitas vezes ficam para o resto da vida. Aliás, até temos vários exemplos de casamentos dentro da banda e de casamentos entre músicos de bandas diferentes. Agora, a nível económico é claro que não compensa. Cada vez mais a crise é desculpa para haver menos dinheiro. Os músicos para além de fazer música têm de fazer um esforço para conseguir manter as bandas financeiramente de pé. Então ao nível dos arraiais cada vez está mais por baixo, com a concorrência desleal que algumas bandas estão a fazer". DN: De que forma ocorre essa concorrência desleal? AS: "A Madeira tem 17 bandas. O festeiro que quer fazer o arraial claro que vai pelo melhor preço, só que há bandas que fazem o arraial por menos de metade do que outra banda faz. Baixam o preço só para fazer o serviço. O dinheiro que levam muitas vezes não dá para cobrir os custos. Há bandas que perdem muito dinheiro com está prática desleal, mas como têm outras fontes de rendimento, não se importam e não têm qualquer problema em fazer isso. O que é mau. Ao nível financeiro, há bandas estão a regredir há uns 20 ou 30 anos. Vale que ao nível da camaradagem ainda compensa. Estamos aqui pelo 'amor à camisola' e pelas amizades que nós criamos pela ilha toda". DN: Depois de um Verão cheio de arraiais, esta é a melhor altura do ano para se fazer o Encontro de Bandas? AS: "Esta não é a melhor época para se fazer este Encontro de Bandas. Aliás, nós [ABFRAM] com a entidade organizadora [DRAC] já estamos a ponderar em mudar a data do Encontro de Bandas. Acho que a altura ideal seria antes do Verão, porque nesta altura já se assiste a um certo cansaço, porque foram mais de três meses a fazer arraiais, e chega a esta altura a qualidade não é a melhor. Porque isto é como no futebol, há uma preparação contínua e como nós também trabalhamos com os músculos, chega a esta altura já estão cansados. Daí que estou convencido que a altura ideal seria antes e não após o Verão. Penso que entre a Páscoa e antes de Junho seria a altura ideal". Rotatividade? À margem do XXVI Encontro de Bandas Filarmónicas, também questionámos o músico e também presidente da ABFRAM, Armando Santos, sobre o espaço escolhido para a realização do evento: não tendo a Ribeira Brava a tradição das filarmónicas como noutros locais da Ilha, faz sentido realizar-se ali o Encontro de Bandas? "Isso é uma pergunta muito sensível", começou por dizer Armando Santos. "Já ponderámos, já pensámos e já reflectimos sobre isso. Aliás, quando comecei na direcção da ABFRAM, uma das ideias era ver até que ponto seria possível essa mudança. Neste momento, essa mudança afigura-se muito difícil, sobretudo por questões económicas". E passou a explicar: "Os custos deste evento são suportados entre a Direcção Regional dos Assuntos Culturais e a Câmara Municipal da Ribeira Brava. A minha questão é saber se haverá alguma outra câmara que esteja disposta a investir neste Encontro de Bandas o mesmo que a Câmara da Ribeira Brava investe. O que nos leva a outra questão, porque há muita gente que defende a rotatividade pelos concelhos, só que poderia haver algum concelho que não quisesse organizar". E concretiza: "Eu, pessoalmente, não me importo que continue a ser na Ribeira Brava. O mais importante é acontecer. O sítio é o menos importante, se bem que são já 26 anos, pelo que também já há raízes que fazem deste encontro um cartaz turístico da Ribeira Brava. Portanto não faz mal nenhum, embora também visse com bons olhos uma certa rotatividade". |
TVI revela fax sobre dois milhões de libras em “luvas” para Freeport
"A TVI divulgou esta noite, no Jornal Nacional, um fax trocado entre administradores do Freeport, no qual é feita uma referência explícita a um suborno de dois milhões de libras (três milhões e duzentos mil euros).O documento data de 17 de Dezembro de 2001, um dia depois das eleições autárquicas que levaram à demissão do Governo de Guterres e à convocação de eleições antecipadas. José Sócrates era então ministro do Ambiente.
O autor do fax, Keith Payne, administrador da Freeport em Lisboa, alerta para as mudanças políticas em Portugal e manifesta-se preocupado por Sócrates deixar de tutelar a pasta do Ambiente.
“Os efeitos dos acontecimentos do fim-de-semana, com os revezes sofridos pelo PS, nomeadamente nas eleições autárquicas, incluindo Lisboa, e a demissão do Governo de Guterres significam que Sócrates deixou de ser Ministro do Ambiente e que vai haver um compasso de espera de quatro ou cinco meses até que for eleito um novo Governo e nomeado um novo Ministro”, escreve Payne a Rick Dattani, que, por sua vez, reenvia o texto para um outro administrador, Jonathan Rawnsley.
É Dattani quem acrescenta ao texto anotações manuscritas e que refere explicitamente a existência de subornos no valor total de dois milhões de libras: “Jonathan, este é o fulano [Payne] que me telefonou e sabe do suborno de 2 milhões de libras, sublinhei algumas partes interessantes a partir do ponto 4. Se o parlamento é dissolvido até às eleições, o Secretário de Estado não pode aprovar nem rejeitar nada.”
A TVI não conseguiu obter qualquer resposta por parte dos dois secretários de Estado de Sócrates, Pedro Silva Pereira (Ordenamento do Território) e Rui Gonçalves (Ambiente). O actual primeiro-ministro não respondeu às três perguntas colocadas pelo canal de televisão.
A TVI quis saber o comentário de Sócrates sobre o facto de ter sido mencionado no documento trocado entre administradores do Freeport, e se, “enquanto ministro do Ambiente, em algum momento, suspeitou de que poderia existir suborno para influenciar decisões sobre a implantação do Freeport em Alcochete”. Por último, a estação quis também apurar se Sócrates, depois de ler o fax, “aceita que pode ter existido suborno”."
Eu pergunto: Será que é desta??
sábado, 17 de Outubro de 2009
Vamos todos ter motivação para mais uma semana
"Não esmoreças nem desistas!!!!!
Trabalha duro! Milhares de pessoas que vivem do Rendimento Mínimo, sem trabalhar, dependem de ti!"
A origem preconceito brasileiro em relação aos portugueses
"
Em uma matéria exibida no programa Saia Justa (GNT/Globo), a atriz Maitê Proença cometeu uma série de grosserias contra os portugueses. Para o colunista Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo, seria algo normal, fruto do preconceito que brasileiros e portugueses sentem uns dos outros. A atriz não expressou, na verdade, um preconceito que nasceu não se sabe de onde, mas sim vários conceitos alimentados pela mídia brasileira. Um processo de permanente negação das origens, de desprezo pelo nosso passado, que sempre quis nos ensinar a odiar ter sido colônia de Portugal e não da Inglaterra. O artigo é de Rogério Mattos Costa.
Rogério Mattos Costa, de Madri
As grosserias de Maitê Proença, exibidas no programa Saia Justa (GNT/Globo) foram algo absolutamente normal. Essa é a conclusão a que chega Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo, para quem, tudo seria culpa do preconceito que brasileiros e portugueses sentem uns dos outros, espontaneamente.
Permita-me discordar, meu caro Clóvis.
Maitê não expressou um preconceito que nasceu não se sabe de onde, mas vários conceitos criados pela mídia brasileira.
Ela apenas colocou no vídeo toda lavagem cerebral a que quase toda a população brasileira é submetida há várias décadas, desde a escola primária até quando lê um artigo seu e de outros colegas seus que ainda escrevem para a Folha e outros jornais do gênero.
Um processo orquestrado, coordenado, de permanente negação das origens, de ataque à auto-estima, de desprezo pelo nosso passado, que em outras palavras, nos quis sempre ensinar a odiar ter sido colônia de Portugal e não da Inglaterra.
Para quê?
Ora, para nos fazer aceitar, mais fácil, sermos um tipo de colônia dos Estados Unidos, que “teria tido mais sorte” em ter sido colonizado pela Inglaterra, mas que agora poderíamos “imitar”, sendo colônia da colônia dela!
Um processo que consiste em falar mal o dia inteiro, do Brasil, pela boca de centenas de “jornalistas” e “colonistas” regiamente pagos por prêmios, concursos e convênios de universidades americanas com seus jornais de origem.
Um processo que nos leva a odiar ter nomes como Ferreira, Lobo, Oliveira e não Smith, Lee ou Carter.
A não valorizar nosso próprio país, nossos costumes, nossos heróis, nossa língua, nossa forma calorosa e afetiva de tratar o diferente e principalmente, ao estrangeiro.
Um processo de lavagem cerebral que nos ensina a principalmente, a odiar a verdadeira mistura de raças que é o Brasil, apontando-a inclusive, como a fonte de nossa desgraça. Quando o mundo inteiro saúda e reconhece com enorme vantagem competitiva do Brasil.
Maitê nada mais fez do que, em público e ao vivo, repetir aquilo que não só as suas decadentes colegas de programa na Globo, mas mesmo nossas vetustas mestras, coitadas, já tinham que nos dizer, desde que éramos pequenos: ser descendentes de Portugal é a fonte de todos os nossos males.
Fruto da dominação cultural e ideológica a que sempre esteve submetido o Brasil, que Nelson Rodrigues tão bem chamou de “complexo de vira-lata”, aprendemos entre uma lição de Historia e outra que todo nosso atraso vem do fato de termos sido colonizados por portugueses “criminosos, degredados, sifilíticos, assassinos” .
Enquanto isso, para os Estados Unidos, segundo nossos livros didáticos, teriam sido mandados piedosos “protestantes perseguidos em seu país”, todos “peregrinos religiosos”do Mayflower, que confraternizaram no dia de ação de graças comendo um peru presenteado por seus amigos índios, com quem se davam maravilhosamente bem.
Segundo essa surrada tese racista, seria do próprio povo e não da elite brasileira, a culpa dos 502 anos de desgoverno em que essa elite governou sozinha, como quis. Mandando até naquilo que nossas crianças, como eu e a Maitê já fomos um dia, iriam aprender na escola.
Daria assunto para muitos artigos desmentir todas essas teses racistas, anti-brasileiras, mas vou tentar desmentir pelo menos duas delas.
A mais importante delas é que se Brasil e Estados Unidos foram descobertos quase na mesma época, porque razão o Brasil é assim e os Estados Unidos são a maior potência da Terra que já existiu?
Eles gostam de explicar que isso se deve a que os Estados Unidos foram colônia da “Old Albion”, da gloriosa Inglaterra, composta unicamente de orgulhosos anglo-saxões, uma “raça pura” enquanto que nós, ora fomos apenas um quintal mal explorado e bagunçado de um reinozinho de segunda, plantado na ponta da Europa, que já era uma mistura de godos, visigodos, suevos, árabes, romanos, lusitanos, etc...
Vamos aos fatos.
Abra o Google e coloque as palavras entre aspas “english pirate” e anote o numero de verbetes que irá localizar. Eu encontrei 65.440 páginas. Agora coloque “american pirate” e verá 78.900 páginas. Tecle “portuguese pirate”. Eu encontrei 13.800 verbetes. O que isso significa? Quase nada? Significa apenas, amigos leitores, que nossa “História”não conta mas o processo de acumulação pré-capitalista que permitiu à Inglaterra e Estados Unidos acumularem riquezas para construir uma marinha mercante e de guerra que lhe permitisse a supremacia dos mares, foi construída e acumulada, em grande parte, pela repugnante atividade da PIRATARIA, principalmente contra navios portugueses e espanhóis.
E inglês? Você lembra de quem era “Sir” Francis Drake, The Queen’s Pirate?
A pirataria nos Estados Unidos e Inglaterra era tão comum que a própria rainha Elizabeth I tinha-o como seu próprio pirata para roubar e matar por ela. Isso também está nos livros. Mas nossas escolas e professoras não contam. Até hoje.
Aos que duvidarem faço um desafio: digam o nome de um único pirata português. Não vão encontrar. Pode ser até que tenham existido. Mas eram perseguidos e capturados pelo estado português e não nomeados como cavalheiros , ou “Sir”, como foi Drake , um verdadeiro monstro de crueldade, nomeado pela própria rainha da Inglaterra, que o contratou.
Vamos à outra grande mentira: a Inglaterra era a salvadora dos negros escravos, que os odiosos portugueses comercializavam.
Novamente vamos aos fatos. Ao Google novamente.
Escrevam lá : “irish slavery” e verão 16.800 verbetes.
Se explorarem um pouco as páginas que abrir-se-ão diante de seu solhos, vão saber de algo que nunca foi dito em nenhum livro de historia brasileiro: os ingleses não só foram os que iniciaram o tráfego de escravos da África para a América do Norte e do Sul, mas foram os ingleses que iniciaram o tráfego de brancos.
Já por volta de 1640, por ordem do rei e depois de Cromwell, o ditador da república inglesa, foram expulsos de suas casas, aprisionados e vendidos como escravos mais de 330.000 irlandeses, homens, mulheres e crianças.
Ainda em 1800, enquanto os ingleses “patrulhavam as águas do Brasil, à busca de libertar escravos”, na Irlanda, meninas e moças eram aprisionadas em casa e vendidas como escravas no norte da África, por mercadores apoiados pelas tropas britânicas.
Ou seja, a riqueza da Inglaterra também veio de roubar a terra, as plantações, as casas, as estradas, pontes, igrejas, castelos da Irlanda e vender seus homens, mulheres e crianças para fazendeiros, amigos de piratas, ou eles próprios piratas, estabelecidos como nobres no “Novo Mundo Inglês”.
Duvidam? Experimentem clicar: why is irish slavery is never talked about.
Maitê Proença não é culpada das grosserias e baixarias que cometeu. Ela é apenas mais uma vítima das elites intelectuais do Brasil e da mídia que a serve-utiliza cujo único objetivo é manter-nos eternamente com a “moral baixa”.
Uma mídia que deseja que não saibamos o grande país que temos, o excelente conceito que nossos técnicos, profissionais, empresas, artistas, escritores, cientistas temos lá fora.
Uma mídia mais do que racista: anglófila e americanófila, que detesta não só tudo que seja português, mas que tenha qualquer origem latina.
Para quê isso? Ora para dominar-nos mais facilmente, explicando por nossa origem de sangue nossas desigualdades sociais e não pelo domínio de uma elite má, egoísta, cheia de soberba e politicamente mesquinha e atrasada.
Num outro artigo volto ao tema para mostrar, com endereços de pesquisa na web, mais verdades que nos tem sido encobertas nos últimos 502 anos.
Aproveitem e pesquisem bem as dicas que deixei acima.
Vocês irão ter um baita susto, garanto.
Ainda bem que agora existem essas ferramentas de busca! Aproveitem meninos e meninas!
Não deixem a mídia golpista fazer com vocês o que fez com a Maitê Proença!"
Rogério Mattos Costa
quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
Este blog junta-se ao movimento de execração da saloia brasileira
Acontece que esta saloia decidiu fazer uma viagem a Portugal......
e à semelhança de alguns brasileiros que chegam cá com uma cenoura enfiada no cu, armou-se em ressabiada.
Confesso que foi agradável o feed-back dos brasileiros em condenar a imundice que saiu da boca da labrega....
e outras respostas houveram...
As discussões entre portugueses e brasileiros remontam à muito tempo. Na internet estão continuamente acesas.
Do lado de lá, as anedotas amareladas cujos personagens são o Manuel e a Maria (nomes aparentemente associados aos portugueses) da mesma forma que nós associamo-los a Lucrinete, Masmenilson, Lula e todos aqueles nomes esquisitos quase anglicizados. Apesar de uma anedota ser algo de saudável, é preocupante a imagem que têm dos portugueses. Prova de uma mentalidade um pouco fechada e egocêntrica que já deveria ter mudado num país que se auto-proclama uma potência económica.
Até lá, continuaremos a aturar estas bestas que decidem mudar de lado do Atlântico e vomitar tudo o que lhes apetece. Ainda bem que no geral os brasileiros não são assim.
No seu pedido de desculpas, Maitê diz que não passou de uma brincadeira e que houve muito pouco humor na reacções. Acho que humor não falta aos portugueses. Tanto que anedotas de brasileiros existem aos montes, mas creio que ainda nenhuma figura pública portuguesa foi ao Brasil gozar com a cara dos brasileiros. Mas se aquilo é humor, é bem retardado.
Felizmente somos um povo calmo e pacífico e compreendemos a falta de educação e civismo dos países não tão desenvolvidos.
sexta-feira, 9 de Outubro de 2009
Interpretando
Em termos práticos, nada difere do Estado Novo.
quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
A notícia da semana... e possivelmente do ano
Foi esta notícia que deixou toda gente de boca aberta!!
O que é que é exactamente um "excesso de liberdade de expressão"?
Ainda há alguns dias, alguém dizia: "a liberdade de expressão tem limites".
Pois deverá ter, mas a censura na região parece não ter limites e qualquer dia temos milícias armadas a defender os interesses de alguns.
A região é que fica a perder com esta imagem merdosa que transmite para o exterior de violência e 3º mundismo.
Sobre o IDH da Região Autónoma da Madeira
Com apenas0,889 (abaixo de países como Brunei, Barbados, Malta) e está bem abaixo da média nacional (0,905) sendo que a região com melhor índice é Lisboa e Vale do Tejo com 0,925.
Este índice é avaliado segundo os critérios do PIB per capita, Taxa de Alfabetização, Taxa de Escolarização e Esperança média de Vida. São feitas as contas entre estes quatro factores e chegamos à avaliação do dito índice.
Traduzindo por miúdos o caso da Madeira, o PIB é alto mas a verdade é que está mal distribuído ou seja, a pobreza na madeira é de facto, muito evidente. Taxa de Alfabetização e Escolaridade assustavam muita gente se se soubesse de facto os verdadeiros números. A esperança média de vida também é das mais baixas do país portanto, tudo corresponde a uma baixa classificação.
Conclusão: Isto só vem mostrar que nem só em betão se deve gastar dinheiro.
Já é tempo da UE meter a mão nisto.
Fonte:Wikipédia
Portugal é lisboa, o resto é paisagem (adenda)
quarta-feira, 7 de Outubro de 2009
Portugal é lisboa, o resto é paisagem

Não será engraçado que nos telejornais, as autárquicas mereçam apenas a atenção em Lisboa e no Porto? Então os restantes 306 municípios do país não merecem atenção diária?
Lembra a velha máxima de que Portugal é Lisboa, o resto é apenas paisagem e tudo gira em torno daquela cidade obsoleta e suja, mas eu exijo saber na comunicação social como vão as campanhas no município de Tabuaço!!!
Este país mete ou não mete nojo??
terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Finalmente a notícia porque se esperava há tanto tempo
A notícia deixa felizes todos os que querem ver o fim de uma "pre"potência como os EUA. Será um fim lento.
Só peca por tarde.
segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
Pergunta da semana


Ao comprar um bilhete para o teatro, o consumidor paga apenas 5% de IVA uma vez que o estado assume como actividade cultural. O mesmo se passa em relação à literatura que também beneficia de IVA mais baixo.
Porque raio se paga taxa de luxo (20%) compra de Cd, Instrumentos musicais, partituras e consumíveis para os instrumentos???
Não será a música também cultura? Será que o (chupador) estado não dispensa os lucrativos 20% em prol de uma população musicalmente mais instruída?
Eu insisto que quem deveria pagar não 20, mas 60%, eram os consumidores de toda a brejerice pimbalhosa que este país produz, mais o lixo importado dos países lusófonos.
Assine a petição aqui se concorda com o fim deste absurdo síndrome de 3º mundo.
terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Discurso do Obama aos alunos norte-americanos
Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.
A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."
Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.
Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.
No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.
E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.
Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.
Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.
No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.
E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.
Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.
Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.
Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.
Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.
Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.
Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.
A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.
E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.
Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.
E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.
A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.
É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.
Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.
No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."
Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.
Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.
Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.
E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.
A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.
É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.
Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?
As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.
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